4 atitudes que podem melhorar suas finanças em 2021

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Economistas e consultores foram ouvidos pela BBC para saber como podemos melhorar nossas finanças pessoais em 2021.

Olhar as contas bancárias, poupança e dívidas provoca dor de cabeça em muita gente, pois nem todo mundo gosta de fazer essas tarefas.

Por mais que você não esteja enfrentando uma situação financeira ruim, deixar as finanças em dia e pensar na melhor alternativa de chegar aos seus objetivos são tarefas que exigem um esforço considerável.

Assim, a BBC News Mundo, canal da BBC em espanhol, realizou uma pesquisa com vários consultores quais são as melhores formas de melhor gerir os seus recursos.

Confira abaixo as 4 dicas para melhorar sua vida financeira em 2021:

1. Automatize o ato de poupar

Os especialistas estão de acordo que automatizar as poupanças são uma boa alternativa de começar.

Por quê?

Eles acreditam que existe um efeito psicológico, considerando que quando os pagamentos e as transferências são definidos de maneira automática sem sua interferência, o planejamento funciona muito melhor.

Na verdade, se você está disposto a economizar um valor todo mês e não retira-lo da sua conta, possivelmente você não lembre dessa quantia ou a deixe para depois, pois podem haver necessidades mais urgentes.

“Assim como todos sabem que a chave para estar em boa condição física é uma dieta adequada e exercícios, todos também sabem que a chave para melhorar as finanças pessoais é gastar menos e economizar mais”, diz David Day, especialista em gestão financeira da consultoria Gold Metal Waters, com sede no Colorado, nos Estados Unidos.

Mas como fazer isso na prática?

“A boa notícia é que economizar e investir pode ser mais fácil do que atingir uma boa condição física, pois sua implantação pode ser automatizada”, afirma. “É mais fácil não gastar uma parte do seu salário se você automatizar essa transferência para outro destino”, explica.

Em outras palavras: não vendo o dinheiro, menos chance de gastá-lo.

2. Gaste menos do que você ganha

“O melhor conselho financeiro que posso dar é gastar menos do que você ganha”, diz Kevin Hegarty, fundador da empresa Hegarty Advisors, de Nova York, que tem longa experiência em assessorar empresas e agências governamentais como o Departamento de Defesa dos EUA.

Para fazer isso, diz ele, “é fundamental controlar as despesas”.

Apesar de existirem diversos aplicativos para fazer esse monitoramento, o especialista destaca que alguns deles podem ter problemas de segurança. É por isso que é recomendado o método tradicional de escrever as contas e os gastos em um caderno, todos os dias.

“Alguns estudos mostraram os benefícios de listar despesas”, afirma.

Apesar do uso de canetas estar cada vez menor, “o simples ato de anotar os gastos o levará a gastar menos”. Assim, outra vez, estamos encarando um efeito psicológico na gestão do dinheiro.

Primeiramente é necessário especificar essas despesas e entender seus hábitos. “Este processo simples estabelecerá a base para o sucesso financeiro”, acrescenta Hegarty.

3. Métodos da ‘avalanche’ ou da ‘bola de neve’

Uma das estratégias mais conhecidas para pagar dívidas — principalmente com cartões de crédito — estão o “método da avalanche” ou o método da “bola de neve”, diz Greg Mahnken, analista do setor de crédito da consultoria Credit Card Insider, de Nova York.

O método da avalanche seria primeiramente efetuar o pagamento da dívida com a taxa de juros mais alta (contanto que você já tenha feito os pagamentos mínimos para o restante). “Depois de pagar a dívida integralmente, você passa para a segunda dívida com juros mais altos”, explica Mahnken.

Com esses métodos, você acaba com as cobranças que acabam consumindo seu dinheiro e o impedem de quitar a dívida.

O método da bola de neve funciona de maneira contrária. Garantindo o pagamento mínimo do total das suas dívidas (como no caso anterior), você prioriza pagar primeiramente, a menor dívida.

Depois de pagar o total da menor dívida, você prepara sua renda para quitar a segunda menor dívida.

“Esse método não permite que você economize dinheiro no longo prazo, porque não elimina primeiro a sua dívida mais cara, aquela de maior juros”, diz. “No entanto, pode ser muito encorajador ver um saldo de dívidas menor”, diz Mahnken.

Por outro lado, ele ajuda a diminuir o número de contas ou cartões de crédito com dívidas, o que facilita o seu acompanhamento à medida que os paga.

4. Invista o dinheiro parado

Se você não está com problemas financeiros e já pagou suas dívidas, é aconselhável ter uma “reserva de emergência” — que é equivalente à sua renda de três ou seis meses — em uma conta poupança que forneça um retorno de pelo menos 1,5 % ou 2% de juros.

“Isso é para ajudá-lo a ter uma gordura a queimar em caso de emergência financeira”, explica Sarah Behr, planejadora financeira da Simplify Financial, na Califórnia.

“Quando você tem esse fundo para cobrir imprevistos, está preparado para investir o dinheiro ‘parado'”, explica. Esse é aquele dinheiro que você deixa preso na sua conta poupança e rende um nível mínimo de juros.

Para fazer investimentos no mercado de ações, Behr sugere investir em algum amplo índice de ações; ou seja, algo que inclua diversas empresas. E se optar por contratar uma empresa que administra o patrimônio de pessoas, é preciso que fique atento para que o custo da assessoria não seja maior do que o lucro potencial, alerta.

“Taxas de gerenciamento e despesas ocultas podem corroer o retorno de seu investimento”, diz Behr.

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